Desabilitar

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Irritabilidade, estresse, falta de concentração, sonolência, rinite, sinusite podem ser consequências de um ambiente sem climatização adequada. Renovação do ar, projeto adequado, filtragem do ar, manutenção periódica são itens a serem observados, pois, refletem diretamente no rendimento e saúde de alunos em ambientes escolares. Como está a qualidade do ar nas escolas que você trabalha, conhece ou que seu filho estuda?

Cada ser humano respira cerca de 450 litros de ar por hora, 10 mil litros por dia, com a retomada das aulas, os alunos passam cerca de 4 a 5 horas do dia em salas, na maioria das vezes, ambientes pequenos e sem ventilação adequada permitindo que CO2 e contaminantes do ar interior se acumulem no espaço, por esta razão o Qualindoor – Departamento de Qualidade do Ar Interna da Abrava – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento faz um alerta para pais e representantes de ambientes escolares para que estejam atentos à qualidade do ar interno que se respira nas salas de aula e a climatização dos ambientes.

A falta de manutenção e o mau funcionamento de um equipamento de ar-condicionado implicam em diversos fatores. A renovação de ar é um dos itens mais importante de um sistema, salas de aula com ou sem sistemas de climatização com portas e janelas fechadas se tornam concentradores de CO², que tem como consequência sonolência, falta de concentração, dispersão em relação ao aprendizado, além de irritação nas vias respiratórias, entre outros malefícios.

De acordo com o engº Leonardo Cozac, membro do Qualindoor, “Instalar ar condicionado em escolas é diferente de nossas casas. É um ambiente de uso coletivo, onde as crianças estão em fase de aprendizado e desenvolvimento humano. O ar respirado deve ser cuidado para favorecer o rendimento escolar, redução em custos médicas e absenteísmo nas aulas”.

Para que se tenha saúde e produtividade em um ambiente climatizado, alguns pontos devem ser analisados, desde quando do momento da decisão da utilização de sistemas de climatização em um ambiente escolar é tomada até o funcionamento do mesmo. Diversos cuidados devem ser levados em consideração, o primeiro passo é a contratação de uma empresa especializada em projetos para que possa avaliar as condições e necessidades dos ambientes. Localização, tamanho dos ambientes, quantidade de alunos, capacidade elétrica são dados básicos que interferem diretamente na escolha e definição do projeto do ambiente, assim como o tipo de sistema que deverá ser utilizado.

Para Cozac” a qualidade do ar de interior em ambientes escolares da maioria das escolas não possui o mínimo de cuidado. Muitas escolas públicas não têm projetos específicos pensando na qualidade do ar dentro da sala de aula de acordo com a arquitetura local. No inverno as janelas são fechadas e consequentemente o ar fica carregado de CO². O que afeta o rendimento do aluno e a probabilidade de doenças respiratórias aumentam”. E continua, “devido ao forte calor do verão, foi verificado um movimento para a instalação de ar condicionado em escolas, e por este motivo o alerta, recomendamos que seja consultado um especialista antes da tomada de qualquer decisão em relação à climatização de ambientes”.

Existem hoje disponíveis diversas normas e Lei que devem ser seguidas para que se tenha um adequada qualidade do ar e conforto térmico como: a recém aprovada no dia 04 de janeiro de 2018 a Lei 13.589 referente ao PMOC – Plano de Manutenção, operação e Controle;  Portaria 3523 de 28 de agosto de 1998 do Ministério da Saúde; Resolução 09 de 16 de janeiro de 2003 da ANVISA; NBR 16.401 – Instalações de ar condicionado da ABNT.

A importância do projeto

Os problemas em sistemas de climatização em escolas têm início quando se decide abrir uma licitação para a compra de equipamento, antes mesmo de terem o projeto de ar-condicionado, antes até de uma vistoria no local que receberá o equipamento. A questão na maioria das vezes não é financeira, e sim a falta de um sistema adequado, que deve ser feito por empresas idôneas. O ponto principal de um projeto é que sejam seguidas as normas e legislação em vigor.

A conscientização da aplicação de condicionamento de ar em escolas deve ser diferenciada para escolas públicas e privadas. Pode-se dizer que, no segmento público, apesar de haver recursos disponíveis, os mesmos não são repassados e os recursos que efetivamente chegam nas unidades escolares muitas vezes não cobrem nem o custeio básico. Para tanto devem ser estudadas alternativas mais econômicas com equipamentos de expansão direta, para que as mesmas se viabilizem. Importante lembrar que sempre deverão ser agregadas as instalações os meios de renovação de ar e os filtros necessários a atividade escolar. Já para as unidades escolares privadas, principalmente as universidades, sistemas mais completos com utilização de água gelada são mais interessantes, pois podem trazer retorno de investimento em menor tempo, utilizar o rejeito de calor da central de água gelada para preaquecimento de água para sanitários, piscinas e refeitórios.

Momento Comunicação – Assessoria de imprensa ABRAVA

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